>"Alice no País das Maravilhas, de Tim Burton" – Crítica do filme

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Em cartaz desde o dia 21 de abril, a versão cinematográfica de Alice no País das Maravilhas adapta contos de Lewis Carrol em um cenário diferente: Alice (Mia Wasikowska), agora com 19 anos, vai a uma festa de gala sem saber que será pedida em casamento perante várias socialites conhecidas de sua família. Na hora H, Alice pede permissão para pensar melhor em sua resposta e sai correndo, deixando a todos os presentes extasiados. Em meio à fuga, persegue um coelho branco vestido de paletó e com um relógio em mãos até a entrada de uma cova, onde acaba caindo e chegando a um reino incrível e mágico.

Mesmo sem jamais ter estado ali antes (ao menos pelo que se lembra), Alice descobre que sua chegada já era esperada pelos habitantes. As coisas, aliás, agora estão bem diferentes ali: a Rainha de Copas (Helena Bonham Carter) é a governante do local, o Chapeleiro Maluco (Johnny Depp) já não é mais o mesmo e a Rainha Branca (Anne Hathaway), destituída de seu posto, aguarda que Alice seja a grande salvadora do reino subterrâneo.

O longa 3D de Tim Burton (Noiva-Cadáver) era um dos mais esperados para 2010. Desde o anúncio do projeto, as expectativas só aumentavam em cima desse seu primeiro trabalho em 3D, o qual também marcaria sua volta aos estúdios Disney, onde trabalhara como animador no início de carreira. Mas o filme decepcionou. Principalmente àqueles que criaram as maiores expectativas.

A história é desinteressante do começo ao fim, com destaque para o início absolutamente monótono, onde Alice não tem nenhuma reação a não ser quando sai disparada depois de ser pedida em casamento, além de irritar qualquer um com seu jeito “aéreo” e seus comentários fora de contexto.

As cenas no País das Maravilhas são as mais interessantes, apesar de não muito animadoras também. Os personagens coadjuvantes divertem com seus bordões e gestos demarcados e trazem um pouco de graça ao longa, a ponto de se destacarem mais que Alice – que continua com uma atuação monótona ao longo da história. Vale ressaltar a atuação de Johnny Depp, que, apesar do papel um tanto triste, ainda consegue atrair os holofotes para si e acaba sendo um dos heróis do filme.

A produção acerta nos figurinos e nos cenários, que, não se pode negar, estão lindíssimos, e em 3D ficam ainda mais belos. Falando em 3D, o recurso não foi tão bem aproveitado, já que só é percebido naqueles famosos efeitos onde se parece “lançar algo” sobre o público.

Em suma: se você ainda não viu Alice e planeja assistir nos próximos dias, fica uma dica: não crie expectativas, vá com a pior impressão possível – assim você ainda pode se surpreender um pouco com o longa…

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