>Campeões Mundiais

>

(Eduardo Ribeiro)
1958


Em pé (da esquerda para direita): Djalma Santos, Zito, Bellini, Nilton Santos, Orlando e Gilmar

Agachados: Garrincha, Didi, Pelé, Vavá e Zagallo

A edição de 1958 da Copa do Mundo marcou a sexta participação da Seleção Brasileira de Futebol nessa competição. Era o único país a participar de todas as edições do torneio da FIFA, fato que persiste até a última edição realizada da Copa, em 2006. O Brasil chegava pela segunda vez em uma final e enfrentaria a anfitriã, Suécia. A seleção brasileira obteria seu primeiro título mundial calcado no trio Pelé-Garrincha-Vavá.

Após chegar perto da conquista nas edições de 1938 (3º lugar) e de 1950 (vice-campeonato), além do fracasso no Mundial de 1954, a seleção brasileira montou para o campeonato mundial na Suécia um esquema que primava pela organização, comparado à completa bagunça dos anos anteriores. O empresário paulista Paulo Machado de Carvalho chefiou a delegação que viajou para a Suécia, que contava até mesmo com um psicólogo.

O Brasil ficou no Grupo 4, ao lado de Áustria, Inglaterra e União Soviética. Na estréia, uma vitória por 3 a 0 sobre os austríacos. Na partida seguinte, contra os ingleses, apenas um empate em 0 a 0. Na última rodada, os brasileiros venceram os soviéticos por 2 a 0 e garantiram a classificação à próxima fase em primeiro lugar na chave. Nas quartas-de-final, o Brasil teve dificuldades para eliminar o País de Gales por 1 a 0, com um gol antológico de Pelé. Nas semifinais, Os brasileiros mostraram um grande futebol diante da seleção francesa (que contava com o artilheiro da competição Just Fontaine) e venceram o rival por 5 a 2. Na final, diante dos donos da casa, outra grande apresentação. Apesar dos suecos até começaram bem, abrindo o placar, o Brasil mostrou tranqüilidade e repetiu o placar diante dos franceses em 5 a 2, a maior goleada de uma seleção em uma final de Copa do Mundo. Pelé Maior jogador de todos os tempos, Pelé foi utilizado pelo técnico Vicente Feola somento no terceiro jogo da Seleção na Copa, contra a União Soviética. A decisão do treinador brasileiro mostrou-se acertada: Pelé marcou o gol solitário na vitória contra o País de Gales, nas quartas-de-final. Nos jogos seguintes, ele seria também decisivo. Contra a seleção francesa, Pelé marcou três vezes na goleada por 5 a 2. Na final, contra a Suécia, fez mais dois na goleada por 5 a 2. A célebre imagem do jovem craque chorando, após o fim do jogo, é um dos momentos mais marcantes da história dos Mundiais.

1962

Em pé (da esquerda para direita): Djalma Santos, Zito, Gilmar, Zózimo, Nilton Santos e Mauro Agachados: Garrincha, Didi, Vavá, Amarildo e Zagallo. A edição de 1932 da Copa do Mundo marcou a sétima participação da Seleção Brasileira de Futebol nessa competição. Era o único país a participar de todas as edições do torneio da FIFA, fato que persiste até a última edição realizada da Copa, em 2006. Foi a primeira em que o Brasil defendia o título de campeão, após a conquista do Mundial da Suécia, em 1958. Depois da campanha vitoriosa de 1958 o então presidente da Confederação Brasileira de Desportos (CBD, atual CBF), João Havelange decidiu repetir todos os passos do planejamento anterior para a conquista do bi. Para dar sorte ao Brasil tudo era igual a quatro anos antes. O avião era e até mesmo o piloto eram o mesmo. A Seleção ficou na região de Valparaíso, na Ciudad del Sol, nos chalés da pousada de férias El Retiro. No dia 24 de maio, o Brasil realizou um amistoso contra o clube chileno Wanderers. O primeiro tempo era destinado ao titulares, que venceram por 2×1, e o segundo aos reservas, que perderam de 1×0. No dia 27 o último amistoso, contra um time local, o Everton, goleando de 9×1. Na manhã de 30 de Maio, houve a missa na concentração. Nela cada jogador recebeu uma medalha com uma mensagem do papa João XXIII: “Ficarei rezando para que o Brasil consiga repetir o feito de 1958”. As 15h daquele dia o Brasil estreava na Copa do Mundo.

1970

Em pé (da esquerda para direita): Carlos Alberto, Félix, Piazza, Brito, Clodoaldo e Everaldo Agachados: Jairzinho, Gérson, Tostão, Pelé e Rivelino A seleção brasileira de Carlos Alberto, Tostão, Gérson, Rivelino, Pelé e muitos outros, não deu chance aos adversários atingindo seis vitórias em seis partidas. Na estréia um susto… Petras faz 1 a 0 Checoslováquia e comemora com o sinal da cruz… Jairzinho lhe roubaria a comemoração que se tornaria marca registrada do Brasil neste mundial. O Brasil virou e bateu a Tchecoslováquia por 4 a 1 — gols de Rivelino, Pelé (2) e Jairzinho. Neste jogo Pelé tenta pela primeira vez na história do futebol um gol do meio de campo para o desespero do goleiro tcheco que por muito pouco não toma um gol antológico. Em seguida fez o grande jogo da Copa. Os campeões de 1958 e 1962 venceram a Inglaterra, campeã de 1966, por 1 a 0, gol de Jair. O destaque foi a atuação do goleiro inglês, Gordon Banks, que defendeu uma cabeçada de Pelé, num lance considerado antológico e a maior defesa do Século XX. Essa partida, aliás, é considerada uma das mais emocionantes de todas as Copas. O gol brasileiro saiu de uma jogada individual de Tostão pela esquerda do ataque. Ele se livrou de três ingleses e tocou para Pelé que só rolou para o Furacão Jairzinho soltar a bomba!!! Depois, 3 a 2 na Romênia (marcaram Pelé e Jair), assegurando o primeiro lugar na chave. Por pouco, o placar não foi mais elástico: o goleiro romeno, Radulescu, falhou na devolução da bola e ela foi direto aos pés de Pelé, que emendou de primeira, mas o goleiro, desta vez, estava atento. Nas quartas-de-final, o Brasil ganhou do Peru, treinado por Didi, por 4 a 2 — Tostão foi o destaque do jogo, marcando dois gols; Jair e Rivelino completaram. Nas semifinais, duas guerras: Itália 4 a 3 Alemanha Ocidental, uma epopéia sensacional decidida só na prorrogação; e Brasil 3 a 1 Uruguai, jogo violento, em que o Uruguai, fazendo marcação cerrada, impedia as jogadas de ataque do Brasil e ainda inaugurou o placar. Foi preciso uma mudança tática, permitindo o avanço de do volante Clodoaldo, que empatou o jogo. No segundo tempo, Jair e Rivelino — numa jogada de pura raça — acabaram de enterrar os campeões de 1950. Neste jogo um momento mágicos de Pelé. Lançado, ele dá um drible de corpo no goleirão Mazurkiewicz, sem tocar na bola e lhe aplica o “drible da vaca”, chuta e a bola caprichosamente vai para fora. No último jogo brasileiros e italianos decidiriam quem ficaria definitivamente com a Jules Rimet. O Brasil venceu a Itália por 4 a 1 e o estádio Azteca foi invadido pela torcida. Pelé chegou até a ganhar uma placa no estádio, que afirmava que o jogador é “um exemplo para a juventude do mundo”. O supertime do Brasil passou para a história como a melhor seleção de todos os tempos. Zagallo, o treinador, consagrou-se como o primeiro campeão mundial como jogador (58, 62) e como técnico (70). A seleção canarinho tinha como titulares: Félix (Fluminense), Carlos Alberto Torres (Santos), Brito (Flamengo), Piazza (Cruzeiro) e Everaldo (Grêmio); Gérson (São Paulo) e Clodoaldo (Santos); Pelé (Santos), Rivellino (Corinthians), Tostão (Cruzeiro) e Jairzinho (Botafogo). Pelé conseguiu sua terceira copa como jogador, um recorde até hoje. Marcaram na final: Pelé, Jairzinho, Gérson e Carlos Alberto Torres numa bomba, aos 42 minutos do segundo tempo, que deu início à festa do terceiro mundial ganho. Brasil tês vezes campeão mundial de futebol. A Julies Rimet era nossa para sempre. Uma vitória incontestável numa campanha perfeita e tão genial que até os gols que nosso craque, Pelé, não fez entraram para a história.

1994

Em pé (da esquerda para direita): Taffarel, Jorginho, Aldair, Mauro Silva, Márcio Santos e Branco Agachados: Mazinho, Romário, Dunga, Bebeto e Zinho óA edição de 1994 da Copa do Mundo marcou a décima quinta participação da Seleção Brasileira de Futebol nessa competição. Era o único país a participar de todas as edições do torneio da FIFA, fato que persiste até a última edição realizada da Copa, em 2006. O Brasil, liderado por Romário, dirigido pela dupla Parreira e Zagallo, foi para a Copa desacreditado pela difícil campanha nas Eliminatórias. A final, entre Brasil e Itália, entrou para a história por dois motivos: Primeiro, por fazer surgir a primeira seleção a conquistar o quarto título mundial (ambos os países já tinham ganho três mundiais). Segundo, porque foi a primeira vez que a final de uma Copa do Mundo foi decidida nos pênaltis. O jogo terminou em 0 a 0 no tempo normal e na prorrogação. A vitória do Brasil veio após uma defesa do goleiro Taffarel e um chute para fora dos italianos Roberto Baggio e Franco Baresi. O Brasil recuperava a coroa e conquistava assim o inédito quarto título da copa do mundo, igualado apenas no mundial de 2006, pela própria Itália, que perdeu para o Brasil nesta final de 1994. O grande destaque da copa foi o “baixinho” Romário, que com seus cinco gols e assistências perfeitas, como aquela em que deu à Bebeto contra os EUA, foi o principal nome brasileiro na Copa. Craque, polêmico, galanteador e boêmio, o baixinho brilhou e confirmou a sua espetácular fase vivida então no Barcelona; a Fifa o escolheu o melhor jogador da Copa de 1994. Na final o Brasil entrou em campo com: Taffarel; Branco, Aldair, Márcio Santos e Jorginho; Dunga(C), Mauro Silva, Zinho e Mazinho; Romário e Bebeto.

2002

Em pé (da esquerda para direita): Lúcio, Edmilson, Roque Jr, Gilberto Silva, Marcos, Kaká, Vampeta, Anderson Polga, Dida, Rogério Ceni e Belletti Agachados: Ronaldinho Gaúcho, Ronaldo, Roberto Carlos, Klebérson, Rivaldo, Cafú, Júnior, Ricardinho, Luisão, Edilson, Denílson e Juninho.
O Campeonato Mundial de Futebol de 2002 ou Copa do Mundo de Futebol de 2002 reuniu 32 equipes entre os dias 31 de Maio e 30 de Junho. Foi a primeira vez que dois países sediaram unidos o evento, a primeira vez que três seleções, França, Japão e Coréia do Sul – estavam classificadas automaticamente, e a primeira vez que uma edição da Copa não aconteceu na Europa ou nas Américas. Foi a Copa das grandes surpresas e decepções. Do lado das surpresas contaram-se o Senegal (1 a 0 contra a França, 1 a 1 com a Dinamarca, 3 a 3 com o Uruguai, sendo eliminado só nas quartas-de-final pela Turquia, outra surpresa. Os turcos venderam caro a derrota para o Brasil, ficaram em 2º no grupo e perderam de novo para o Brasil, nas semi-finais, por um 1 a 0. A Turquia pode queixar-se dum calendário de jogos mal feito, em parte devido ao fato do campeonato se disputar em dois países, dado que as equipes que se enfrentam na fase de grupos não devem voltar a jogar uma contra a outra, exceto na final. Na disputa do 3º lugar, a Turquia ganhou por 3 a 2 da Coréia do Sul, outra grande surpresa, ainda que beneficiada por jogar em casa. A Coréia ganhou da Polônia, Portugal, Itália, eliminou a Espanha e ficou em 4º lugar no Mundial. Do lado das decepções estão a França, Argentina, Itália e Portugal. A França, favorita ao título, foi eliminada logo na 1ª fase, com 1 empate, 2 derrotas e nenhum gol marcado.
A Argentina caiu no chamado Grupo da Morte. Após ter vencido a Nigéria por 1 a 0, perdeu para a Inglaterra por 1 a 0 e sucumbiu diante da Suécia num empate em 1 a 1. A Itália se classificou no seu grupo no saldo de gols, mas foi eliminada nos oitavos-de-final pela Coréia do Sul. Curiosidade: em 1966, a Itália foi eliminada pela Coréia do Norte. Portugal perdeu surpreendentemente para os Estados Unidos por 3 a 2, pareceu recompor-se com uma vitória sobre a Polônia, e perdeu por 1 a 0 para a Coréia do Sul. Brasil e Alemanha, os dois gigantes das Copas, chegaram a 2002 desacreditados por todos. No entanto, jogaram a final entre si. A Alemanha ganhou da Arábia Saudita por 8 a 0, Camarões 2 a 0, empatou 1 a 1 com a Irlanda, e depois venceu seus outros jogos todos por 1 a 0 até à final. O destaque alemão foi o goleiro Oliver Kahn, que só levou 3 gols durante o torneio. O Brasil fez a seguinte campanha: 2 a 1 com a Turquia, 4 a 0 com a China, 5 a 2 com a Costa Rica, 2 a 0 Bélgica, 2 a 1 Inglaterra, e 1 a 0 frente à Turquia. Na final, o Brasil ganhou por 2 a 0 da Alemanha. O Brasil chegou ao pentacampeonato, inédito, e igualou a Alemanha em número de finais consecutivas, três. Na final o Brasil entrou em campo com a seguinte equipe: Marcos; Lúcio, Roque Júnior e Edmílson; Roberto Carlos, Gilberto Silva, Kléberson, Cafu (Capitão) e Ronaldinho Gaúcho; Rivaldo e Ronaldo. Ronaldo Nazário foi o grande nome da Copa, pois todos duvidavam de sua capacidade física de disputar o mundial, devido a 2 anos de inatividade por causa de suas cirurgias no joelho. Os 3 R’s brilharam: Ronaldo, Ronaldinho Gaúcho e Rivaldo. O técnico do Brasil foi Luiz Felipe Scolari.
This entry was posted in esportes. Bookmark the permalink.

Leave a Reply

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out / Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out / Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out / Change )

Google+ photo

You are commenting using your Google+ account. Log Out / Change )

Connecting to %s