>Crítica: "TOY STORY 3"

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(Ana Paula Fanucchi)

Disney Pixar decepcionar? Quando alguém fizer este comentário, tenha certeza de que está mentindo. Ao contrário de outros estúdios, que fazem continuações desnecessárias, pra não dizer ruins (sim, estou falando da Dreamworks), os estúdios Pixar inovam e fazem roteiros envolventes e emocionantes.
Quem cresceu acompanhando desde o primeiro animado do estúdio, Toy Story, sabe do que estou falando. A animação que inovou em sua época, sendo pioneira no uso de computação gráfica em 100% do filme, hoje volta a nos surpreender com sua terceira saga.
E não é só o filme propriamente dito que nos empolga. O curta Dia & Noite – exibido como “aperitivo” antes da atração – também tem sua graça. Tem uma história muito bem feita, é divertido, e além de tudo conscientiza o espectador.
Mas vamos ao longa: Andy, agora com 17 anos, está prestes a ir para a faculdade, e seus brinquedos, abandonados há tempos em um baú, tentam de tudo para que seu dono volte a brincar com eles. Quando escapam, por pouco, de serem acidentalmente jogados no caminhão de lixo, eles têm a brilhante idéia de serem doados junto com os brinquedos de Molly – irmã de Andy – para um orfanato. Aí começa toda a ação.
Em seu novo “lar”, Woody, Buzz e sua turma são bem recebidos por Ken (Michael Keaton) e o urso de pelúcia Lotso (Ned Beatty) – que, para surpresa geral, logo se revela um grande vilão, que escraviza todos os brinquedos do orfanato. A partir daí, muitas aventuras acontecem, desafios a mil são enfrentados, agilizando o longa e fortalecendo a unidade entre os brinquedos.
O roteiro é ágil desde o início, e vai se mostrando mais empolgante à medida que o enredo avança, com direito a muita aventura, ação, diversão e acima de tudo emoção. A tecnologia 3D é usada para dar profundidade às cenas e não foi utilizada com o objetivo de empolgar o público com os famosos objetos indo em direção ao telespectador ou um personagem apontando para nós, já que isso é muito bem feito só pelo roteiro.
Enfim, eu concordo plenamente com a piadinha divulgada na internet: a melhor coisa que a Pixar fez foi o 3D, pois com os óculos é mais difícil as pessoas perceberem que você está chorando.
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