>Critica: A Lenda dos Guardiões

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(Ana Paula Fanucchi)
Sabe aquelas propagandas de TV que divulgam um produto como a oitava maravilha do mundo, mas quando compramos não é tudo aquilo? Pois foi o que senti ao assistir A Lenda dos Guardiões. Ao ver o trailer nos cinemas, todos ficamos encantados e empolgadíssimos com a beleza, os efeitos e as cenas de ação que prometiam ser eletrizantes. Mas o longa não é bem assim…
A premissa parte da história de Soren, um filhote de coruja muito sonhador, que ama as histórias contadas pelo seu pai sobre os lendários Guardiões de Ga’Hoole. Isso o difere de seu irmão Kludd, o qual acredita que sonhar é “para os fracos”.
As coisas mudam, porém, quando os dois são raptados pelo bando de corujas autonominado “Puros, e descobre-se que as histórias não são apenas lendas. Soren e Kludd acabam por saber que os Puros, liderados pelo malvado Bico de Ferro, pretendem dominar todo o reino das corujas. Contudo, Soren consegue fugir, acompanhado de sua nova amiga Gylfie, e decide procurar os guardiões de que seu pai falava, iniciando-se assim uma grande aventura.
Não se pode negar que o roteiro é bem amarrado e permite ao espectador entender bem a história, apesar das cenas demasiado curtas e a ação ultrarrápida – talvez devida ao fato de o longa resumir os três primeiros livros da série em apenas uma hora e meia. A história também é um clichê total: o bom e velho “épico” protagonizado por um herói inexperiente. O grande problema de A Lenda dos Guardiões, porém, está na superficialidade: os personagens foram pouco desenvolvidos, passando quase nenhuma emoção a quem esta assistindo.
As cenas de ação, ao melhor estilo Matrix, com objetos passando de raspão e em câmera lenta pelos personagens, são poucas, assim como a comédia. Os roteiristas John Orloff (O Preço da Coragem) e Emil Stern (Sem Medo de Morrer) devem ter-se esquecido que estavam escrevendo uma animação para crianças, já que, apesar de o enredo ser claramente infantil, pouco interesse há para essa faixa etária sem o humor.
Mas não sejamos injustos – o filme tem seus méritos. Afinal, grande parte dos interessados queria conferir principalmente o visual chamativo. Este sim é um grande diferencial, tanto que até certo ponto nos faz ignorar suas falhas. Diferente de todos os longas de animação já feitos até hoje, A Lenda dos Guardiões traz detalhes visuais de computação gráfica impecáveis. Não há antropomorfismo nos personagens, pelo contrario, eles agem como verdadeiras corujas, somente seus rostos simulam expressões humanas. O emprego do 3-D também merece destaque: muitas sequências se sobressaíram na tecnologia, como a cena do grande tornado.
A adaptação da obra Kathryn Lasky não é ruim; embora não surpreenda com a trama, encanta com seu visual. E se preparem: a julgar pelo desfecho aberto, é possível que tenhamos uma continuação por aí. Afinal, já são 12 livros da saga publicados pela autora.
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