>Crítica: "MEGAMENTE" ("Megamind", DreamWorks, 2010)

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(Ana Paula Fanucchi)

Simplesmente Mega! Assim eu definiria a última animação dos estúdios da Dreamworks no ano passado. Depois de surpreender o público com Como Treinar o Seu Dragão e decepcionar em Shrek Para Sempre, o estúdio encerrou o ano passado com chave-de-ouro com Megamente.
A sátira ao Superman é visível desde o princípio da história: um homem com uma força extraordinária, inteligente, cheio de poderes – inclusive o de voar – enviado pelos pais em uma nave durante a destruição de seu mundo. Enredo não do protagonista, mas sim de Metroman, o grande rival de Megamente. Afinal, o que seria dos super-heróis sem seus arqui-inimigos? É este mesmo o principal foco do filme e o pivô de muitas piadas, que, por sinal, funcionaram muito bem.
Na premissa, Megamente e Metroman são enviados, cada um de um planeta distinto, por seus pais para garantir a sobrevivência dos pequenos, já que seus mundos estão sendo destruídos por um tipo de buraco negro. Chegando acidentalmente à Terra, Metroman encontra um lar estável e com muito amor, enquanto Megamente é criado dentro de uma prisão pelos próprios prisioneiros. Já adulto, Metroman assume o papel de super-herói de Metro CiTy, enquanto Megamente prefere seguir o rumo do crime – provando assim que o ambiente também influencia na formação.
Mas a história não para por aí. Cansado de sua rotina, Metroman decide forjar a própria morte. A partir daí Megamente passa a fazer todas as suas maldades livremente pela cidade, até se cansar de tudo e decidir criar um novo super-herói, com quem possa ter algum combate. Só então começa uma grande confusão e inversões de papéis.
O longa lembra a animação da Universal, Meu Malvado Favorito, que também traz um anti-herói como personagem principal e mostra que nem todos somos 100% maus ou 100% bons. As homenagens aos quadrinhos estão por toda parte. Os mais velhos deverão desfrutar do filme tanto quanto os pequenos, uma vez que são mais voltadas àqueles as citações a heróis antológicos presentes no roteiro. Outro acerto da Dreamworks foi a trilha sonora, que vai desde AC/DC até Michael Jackson, principalmente nas entradas triunfantes que só um anti-herói como Megamente poderia imaginar.
Megamente não emociona aos telespectadores, mas isso não é um erro, já que este foi projetado somente para fazer rir. E, ao contrário de outros projetos do estúdio do ano passado, acerta em cheio ao agradar (e divertir) tanto aos adultos como às crianças.
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