>Crítica: "AS CRÔNICAS DE NÁRNIA – A VIAGEM DO PEREGRINO DA ALVORADA"

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(Ana Paula Fanucchi)
As adaptações da série literária As Crônicas de Nárnia foram embasadas nos grandes lucros que geralmente as franquias dão, como por exemplo, a saga de Harry Potter e de Crepúsculo. Mas não é bem assim com a obra do autor cristão C.S. Lewis, o que levou os estúdios Disney a desistirem de seus direitos sobre o título. E quando ninguém mais cria em outra continuação, a 20th Century Fox resolve levar à frente o projeto, com a terceira parte das aventuras dos irmãozinhos ingleses no fantástico mundo de Nárnia.
As Crônicas de Nárnia – A Viagem do Peregrino da Alvorada (The Chronicles of Narnia – The Voyage of the Dawn Treader, Reino Unido, 2010) tem algumas diferenças em relação a seus dois precursores. Lúcia (Georgie Henley) e Edmundo (Skandar Keynes) retornam à Nárnia, com seu primo pentelho, Eustáquio (Will Poulter), três anos depois de sua última visita. A missão dos reis da terra de C. S Lewis agora é ajudar o também rei Caspian (Bem Barnes) a encontrar os sete Lordes de Telmar, em lugares onde nunca antes algum narniano havia ido. Como nas demais produções, a história é permeada de temas cristãos, como as tentações a que os personagens são sujeitos e, claro, a presença de um Deus onipotente e onipresente: Aslam – representação de Jesus Cristo.
O roteiro se sai bem, levando em conta que o livro original é um dos mais complicados de toda a saga, já que as tramas em cada ilha são histórias independentes umas das outras. Destaque para o acréscimo de elementos inexistentes no livro, como a fumaça maligna que desaparecia com as pessoas, criando uma premissa que melhor se adaptasse ao formato. O problema fica por conta do 3D; durante todo o longa não se nota nem mesmo o efeito de profundidade, afinal, todos sabemos que filmes convertidos ao formato não ficam bons.
Quanto ao cenário e os efeitos não há o que reclamar. A Fox caprichou muito mais que o antigo estúdio e deixou Nárnia ainda mais bela. A razão da pouca fama talvez esteja no fato de a aventura ser sempre paralisada no meio para as constantes lições cristãs, porém não é nada que comprometa.
A Viagem do Peregrino é, com certeza, o melhor longa da trilogia em se tratando de cuidados do estúdio. Pra quem quer um divertimento leve, o longa é altamente recomendado.
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