>Crítica: "ENROLADOS" ("Tangled", Disney, 2010)

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(Ana Paula Fanucchi)

O 50º longa-metragem da Walt Disney tinha uma grande missão: relembrar ao público a época de ouro do estúdio, marcada por grandes produções como A Bela e a Fera (1991) e Aladdin (1994), e aplicar a tecnologia CGI, muito empregada pelos demais estúdios (incluindo a Pixar, que pertence à Disney), mas pouco utilizada pela produtora favorita das crianças em matéria de animação. E o melhor é que, no fim das contas, os produtores realmente acertaram a fórmula e montaram um grande espetáculo para seu público.
Enrolados é a adaptação de um dos contos mais famosos dos irmãos Grimm, Rapunzel. O projeto já era um sonho do fundador do estúdio, mas que nunca encontrara a receita correta para sair do papel, o que de certa forma foi bom. Byron Howard (Bolt, o Supercão) e Nathan Greno foram além de todas as expectativas ao concretizar o desejo de levar as histórias de princesa não só para meninas, mas também aos garotos. Isso se deve ao brilhantismo na criação do ladrão Flynn Rider, em que se centra boa parte do filme.
O ponto de partida da história é o roubo de Flynn à tiara de uma princesa desaparecida há 18 anos, e cujos pais, inconformados por sua perda, homenageiam-na soltando lanternas aos céus em seu aniversário. Na fuga pela floresta, Flynn acaba se refugiando na alta torre em que Rapunzel, a dona da tiara e das honras anuais, foi escondida pela terrível bruxa Gothel (sua sequestradora).
Porém, bem diferente das típicas e frágeis princesas, Rapunzel sabe se defender e nocauteia Flynn, fazendo-o seu prisioneiro. Quando acorda, o gatuno é obrigado a entrar em um acordo com Rapunzel: ele a ajuda a realizar o sonho de ver de perto as lanternas que tanto a fascinam, em troca de receber de volta a tiara roubada. A partir daí começam as aventuras, a correria, a traição, o engano, e, como não poderia deixar de ser, a descoberta do amor.
A comédia fica a cargo de Pascal, o camaleão de Rapunzel, e de Maximus, o cavalo obcecado por prender Flynn. Esta é outra parte que o filme acerta em cheio, fazendo o público rir com gosto durante quase toda a sessão. O cenário também foi acertado e fica ainda mais belo com o 3D, principalmente na cena das lanternas que dá um “Q” a mais ao filme.
E claro, não podemos deixar de comentar a maravilhosa trilha sonora, composta por um dos maiores compositores da Disney: Alan Menken, produtor musical de grandes filmes do estúdio – como A Pequena Sereia (1989), O Corcunda de Notre Dame (1996) e Encantada (2007). As canções de Menken para Enrolados são lindas, cheias de encanto e empolgam bastante a quem assiste.
Leve, divertido e nada “enrolado” – com o perdão do trocadilho –, Tangled pode ser considerado uma das melhores animações Top 10 da Disney. Tomara que o estúdio repita este acerto em seus próximos trabalhos.
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