>Crítica: "SANTUÁRIO"

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(Felipe Brandão)

Baseado na experiência pessoal do roteirista Andrew Wight, a aventura subaquática Santuário (Sanctum, Estados Unidos, 2011) satisfaz pelo trabalho consistente de Wight e John Garvin, que compensam a premissa um tanto manjada com diálogos qualitativos e altas doses de emoção e adrenalina. O novo filme de James Cameron nos leva a provar de intensas emoções cinematográficas, além de conter um quê de polêmica; passa longe, porém, do frisson causado por seus precursores, como Titanic (1997) e o recente Avatar (2009).
O enredo tem por protagonistas ao bravo mergulhador Frank McGuire (Richard Roxburgh) e a seu filho Josh (Rhys Wakefield), que mantêm uma péssima relação. Josh nunca aceitou a obrigação de acompanhar o pai às expedições a cavernas subterrâneas, tampouco a negligência dispensada por Frank à família em prol de suas aventuras. Quando, no entanto, Frank, Josh e sua equipe acabam aprisionados em uma caverna do South Pacific Esa, com poucas chances de sobrevivência, pai e filho unem suas forças contra o destino aparentemente inevitável, tendo a chance de conciliar suas diferenças e rever o relacionamento há tanto desgastado.
A angústia paira sobre os personagens e sobre o público a cada sequência, à medida que a odisseia avança e se aproxima do desfecho, trágico para quase todos. As reviravoltas na ação refletem no caráter não apenas de Josh e Frank, mas também dos papéis secundários – como o economista Carl (Ioan Gruffud, Quarteto Fantástico) –, mostrando como a necessidade desesperada de sobrevivência, bem como os ápices paradoxais da generosidade humana, podem levar a atitudes imprevisíveis e consequências drásticas. A saga encerra-se em um desfecho abrupto, mas eficaz.
Apesar de interessante, Santuário tem em seu grande equívoco o não fazer jus ao marketing criado em seu entorno antes do lançamento. O filme não chega, qualquer que seja o critério, aos pés das expectativas geradas por James Cameron junto à imprensa e menos ainda das promessas de “superar Avatar”. Nessa, o produtor campeão de bilheteria em Hollywood fica nos devendo.
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