>"REBELDE" (Record) – Abrasileirada e de cara nova

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O sexteto protagonista de Rebelde, que vem com a
missão de repetir o sucesso da original mexicana

(Felipe Brandão)
A Record trouxe uma proposta interessante com Rebelde, nova trama que estreou ontem (segunda-feira, dia 21), em concorrência direta com Morde e Assopra, da Globo. Remake da novela mexicana de mesmo nome, que virou mania entre os adolescente ao ser exibida pelo SBT, entre 2005 e 2006, a trama acerta ao casar fidelidade ao original com elementos novos, mantendo a identidade Rebelde e ao mesmo tempo conferindo-lhe um ar mais “brasileiro”.
Escrito em 2002 para a TV argentina, o roteiro original de Patricia Maldonado (Rebelde Way) destaca-se por atender diretamente aos “anseios” dos adolescentes da época, recorrendo sem medo aos arquétipos consagrados em filmes como As Patricinhas de Beverly Hills (1995) e American Pie (1998) e ousando tão somente na ruptura com o politicamente correto – característica que, na regravação da Televisa, acentuou-se até beirar a estupidez. Se essa premissa será mantido na versão brasileira, ou mesmo se é cabível à atual adaptação, só o tempo mostrará.
O episódio de estreia segura a atenção do telespectador ao introduzir os núcleos centrais e alguns dos paralelos, com eficácia, uma vez que praticamente todos os personagens principais tiveram visibilidade. Os “acréscimos” trazidos pela adaptação de Margareth Boury (Alta Estação) são sentidos, não com estranheza, mas como agradável adicional ao já conhecido. Margareth merece parabéns ainda por seus diálogos, bem formulados e carregados de perspicaz ironia – mesmo porque a Rebelde mexicana possuía um texto fraquíssimo.
Por outro lado, as novidades atrapalharam um pouco o andamento do capítulo, que se tornou bem mais didático em contraste com o original, marcado pela agilidade. Tirando as apresentações, pouco houve de “ação” verdadeira, exceto pela incrível sequência final, com o striptease de Alice (Sophia Abrahão) – presente na Mia (Anahí) da versão mexicana –, o inusitado primeiro encontro dos protagonistas e a aparição de Franco (Luciano Szafir) – criação inspiradíssima de Margareth Boury.
Também ficou um pouco forçada a implicância de Leonardo (Juan Alba) com seu filho Diego (Arthur Aguiar) e o contexto em que o pai de Roberta (Lua Blanco) a obriga a ser interna no Colégio Elite Way – nas versões argentina e mexicana, isso acontece porque Roberta faz fotos seminua para uma revista junto à mãe famosa; no episódio de ontem, as duas apenas dividiram um ensaio relativamente comportado.
O elenco é bastante equilibrado, quase não há equívocos – e isso inclui os adolescentes, como Sophia Abrahão, Pérola Faria (Vitória), Lua Blanco e até Chay Suede (Thomas), bastante natural e desenvolto para quem jamais atuou antes. Os maiores destaques ficam por conta de Melanie Fronckowiak, que promete esbanjar carisma e beleza como a conflitante Carla, e da competente Adriana Garambone (Eva Messi), que está mais “Alma Rey” que a própria Ninel Conde na novela original.
No campo dos maus atores, Eduardo Pires (Vicente), Daniel Erthal (Artur) e Juan Alba foram os mais “econômicos” no desempenho. Há também o caso de Floriano Peixoto, sempre um bom ator, mas que parece ainda não ter se encontrado no papel do diretor Jonas Araripe, com que vimos o mexicano Felipe Nájera (Pascoal Gandia) se sobressair na tela do SBT.
Apesar de alguns detalhes e da forte concorrência, aposto no sucesso da versão brasileira de Rebelde na Record. Estamos apenas no início, e a equipe me passou credibilidade. Vejamos o que vem por aí…
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