>CÂMERA CULT – "Três Homens em Conflito", Sérgio Leone

>

(Thiago Fetter)

Bom, hoje vamos falar deste diferenciado filme do Sérgio Leone. Trata-se de uma produção italiana, com atores norteamericanos contratados, filmado nos desertos da Espanha. Um legítimo western spaghetti, ou bang-bang à italiana, como se convencionou chamar no Brasil. O cineasta Quentin Tarantino (Pulp Fiction), fã declarado de Leone, já declarou que considera este o melhor filme de todos os tempos.
Em Três Homens em Conflito (Il Buono, Il Bruto, Il Cativo, ou The Good, The Bad and The Ugly, Itália, 1966) vemos a “explosão” da maestria do Sérgio Leone – que já ficara como que prometido nos filmes anteriores da trilogia, Por Um Punhado de Dólares e Por uns Dólares a Mais. Mas este é superior, e analisaremos por quê.
Este filme tem um enredo que não foge ao esperado de um filme de bang-bang: três homens – o Bom, o Mau e o Feio, interpretados respectivamente por Clint Eastwood (Menina de Ouro), Lee Van Cleef (Fuga de Nova York) e Eli Wallach (O Poderoso Chefão 3) à caça de uma fortuna em ouro roubado, enfrentando o deserto, o sol escaldante, bandidos, xerifes, a guerra da Secessão e principalmente, enfrentando-se mutuamente. Mas a história vai além disso.
O personagem Tuco (Wallach) é de impressionante profundidade psicológica. Suas relações familiares e a situação social de seu povoado natal no México são analisados no diálogo com o padre no seminário. É de uma beleza requintada ver um bandido procurado em dezenas de cidades alegrar-se genuinamente ao constatar (ou ao mentir a si mesmo?) que seu irmão, que é padre, o adora. Não é exagero afirmar que o personagem principal da história é o próprio Tuco, e não o “Loirinho” (Eastwood), já que, além de ser em torno do Tuco que o enredo se desenvolve, é ele o personagem mais profundo e o protagonista das principais situações da narrativa.
Sérgio Leone não precisa de efeitos especiais ou de truques: efeitos de posicionamento da câmera e o reflexo da luz solar na lente, aliados à performance dos atores, são suficientes para que sintamos todo o calor sufocante do deserto. Como é característico em seus filmes, as linguagens visual e sonora têm papel fundamental no contexto das cenas e no enredo de Três Homens em Conflito, como na seqüência em que Tuco sai deserto afora buscando a trilha deixada pelo Loirinho. As palavras simplesmente não são necessárias! – o que aumenta em muito a beleza estética das cenas dos filmes de Leone. (Isso vai ser ainda mais explorado em sua segunda trilogia.)
E o timing do filme é perfeito: há cenas longas e há cenas lentas (outra característica marcante da obra do cineasta), mas não há cenas cansativas. A beleza da fotografia, do figurino, a excelência das atuações, a riqueza e profundidade psicológica do roteiro (co-assinado por Leone), e a trilha sonora de Ennio Morricone (Cinema Paradiso) não permitem um segundo sequer de tédio.
Aqui cumpre enfatizar que Leone soube utilizar muito bem a bela trilha de Morricone: os momentos de introdução e de crescimento da música somam muito ao filme, trazem ao espectador emoções que o filme não conseguiria atingir com uma trilha comum.
Nesse cenário de desesperança, de um deserto americano tomado pela guerra (destaque para a cena da batalha na ponte, crítica ácida e bela de Leone à insanidade militar), de comunidades cercadas pelo medo, de conflitos sociais e de conflitos pessoais, o filme caminha com perfeição técnica até o clímax: a cena final e a cena que a antecede, em um sonoro e belo crescendo de encher os olhos, os ouvidos e o coração do espectador…
Mas aí, meu amigo, só vendo o filme. Eu é que não vou contar o final.
(O colunista esclarece que se recusa a dar notas para filmes clássicos. Obras de arte que foram consagradas pela crítica, pelo público, e principalmente pelo tempo, não podem ser avaliadas em números ou quantidade de estrelas. Contentemo-nos, portanto, em apreciá-las.)
Posted in CÂMERA CULT, cinema, críticas | Leave a comment

>"MORDE E ASSOPRA" – Balanço da primeira semana

>

Marcos Pasquim, como Ábner, é um dos destaques
de Morde e Assopra (e de sua própria carreira)

(Felipe Brandão)

As boas surpresas da estreia de Morde e Assopra tiveram sequência no restante da semana. A trama de Walcyr Carrasco revelou-se mais pungente, emocionante e divertida a cada episódio e, me arrisco a dizer, tem tudo para ser mais um grande trabalho do autor de O Cravo e a Rosa (2000) e Caras e Bocas (2009).
Comecemos pelo elenco. Acostumado a desempenhos médios, Marcos Pasquim me chama a atenção pela primeira vez desde Uga Uga (2000) no atual papel de Ábner. O ator lhe imprime o sotaque caipira e o tom atrapalhado sem forçar a barra, e faz bonito até no lado romântico. Aliás, seu par com Adriana Esteves está explosivo, já é claro que será um dos destaques da trama.
Vale destacar também as atuações de Vanessa Giácomo (Celeste), muito bem em sua primeira antagonista; Carol Castro, natural e convincente como a meiga e ingênua Natália; André Bankoff (Tiago), Rodrigo Hilbert (Fernando), Bárbara Paz (Virgínia), Paulo Vilhena (Cristiano), Jandira Martini (Salomé), Miwa Yanagizawa (Tieko) e a estreante Gabriela Carneiro da Cunha (Raquel).
Morde e Assopra também prima pelo enredo. A odisseia do cientista Ícaro (Mateus Solano, cativante como nunca) por construir Naomi (Flávia Alessandra), um robô homônimo e idêntico à sua (supostamente) falecida esposa, centralizou as atenções durante esta primeira semana, não apenas pelo inusitado da história, mas pela emotividade, misto de melancolia, romantismo e mistério que dela emana. A equipe técnica tem parte nisso, visto a brilhante caracterização de Flávia Alessandra como “robô humano”, apesar de a atuação da atriz ainda me parecer mediana.
Nas tramas paralelas, cabe ressaltar a protagonizada por Cássia Kiss, em perfeito equilíbrio de caracterização e arte dramática como a humilde e abnegada Dulce. Ela custeou com dificuldade os estudos do filho, Guilherme (Klébber Toledo), na capital, sem saber que ele gastava tudo em ferras e jamais pisou numa universidade. Conflito denso, desenlace previsível, mas fatal, com todo o potencial para levar o público às lágrimas – e a audiência às alturas.
Como em todo trabalho de Walcyr Carrasco, o humor pastelão está presente em Morde e Assopra. Cenas como as da família de Ábner, as confusões do núcleo interiorano e também as sequências do spa tem garantido ótimos momentos de riso para o público. Um núcleo eficaz, que aparentemente dispensa ajustes e deverá apenas manter seu ritmo na continuidade.
Em termos de equívocos, penso ter havido apenas algum exagero na carga de mistérios apresentados. Parte dos capítulos buscou atiçar a curiosidade do público com o desaparecimento do filho do prefeito Isaías (Ary Fontoura), a possibilidade sutilíssima de a verdadeira Naomi estar viva, a chegada do novo padre de Preciosa e a identidade da noiva de Oseias (Luís Melo). O mistério do sacerdote católico solucionou-se logo, com a aparição do padre Francisco (Erom Cordeiro), mas as demais indagações perduram indefinidamente. Há necessidade de investir tanto em um mesmo ingrediente?
Posted in Brasil, novelas, resenhas, televisão | Leave a comment

>Se Beber Não Case 2 ja tem traler completo

>

Saiu nesta semana o primeiro trailer completo da continuação de Se Beber Não Case. Confira abaixo ao video.

O longa estreia no dia 27 de maio no Brasil.

Posted in cinema, trailers | Leave a comment

>Primeiras fotos oficiais de Transformers

>(Ana Paula Fanucchi)

Transformers 3 teve suas primeiras imagens oficiais nesta semana. Confira abaixo às fotos.

O filmes chega aos cinemas em 1º de julho.

Posted in cinema, imagens | Leave a comment

>Revelado Spoilers de X-men: First Class

>

(Ana Paula Fanucchi)

Na revista Empire deste mes, uma matéria que ocupa tres paginas da edição revela o incio do filme de X-men: First Class. Além disso, James McAvoy entregou o passado e o futuro dos personagens em entevista ao IGN.

ATENÇÂO! Spoilers a partir daqui!

O filme começa com a recriação da cena de Auschwitz do primeiro X-Men, em que Erik Lehnsherr, o futuro Magneto, ainda criança, descobre os seus poderes enquanto assiste à morte da sua família. Corta para Charles Xavier também infante, descobrindo em sua cozinha uma mutante sem-teto à procura de comida, Mística. Volta para o campo de concentração, e uma surpresa: Sebastian Shaw (Kevin Bacon) surge de cabelo grisalho e bigode, coagindo o jovem Erik a liberar os seus poderes.
McAvoy fala então do que vem mais adiante: “No filme, nós descobrimos por que Xavier não pode mais andar. E espero que mostremos por que ele perdeu os cabelos também. Nos quadrinhos ele perde o cabelo quando ganha ou descobre os poderes. Obviamente, esse não é o caminho que eles adotaram no filme (…) Se a gente conseguir fazer dois ou três filmes, vai ser interessante ver, porque é um bom começo. Ele precisa lidar com o fato de não andar mais e com a decisão de desafiar Magneto ou não”.
Sobre o arco dramático da Primeira Classe: “Eu conheço Raven [a Mística] quando tenho 12 anos no filme, e se não fosse esse encontro daria para ele pensar que era o único freak no mundo. Todo mundo é isolado, não existe uma raça mutante ainda. Então todo mundo que tem algum poder leva uma vida louca ou muito secreta. Daí passamos por uma coisa meio de fraternidade de faculdade, em que todo mundo se diverte quando percebemos que não estamos sozinhos. E chegamos naquele ponto em que todo mundo diz ‘OK, nós somos um grupo’. A Guerra Fria tem papel importante aí, e a questão da manipulação da história é importante”.
Sobre Magneto: “Erik definitivamente não é uma força do mal. Dá pra discutir se o que ele faz é bom. Quando você o encontra adulto no filme pela primeira vez, ele está caçando nazistas. Se o extremismo dele é algo que nasceu depois de certo evento ou se é algo que já vem desde sempre é uma questão que pra mim não está clara, na verdade”. E a conexão entre Xavier e Erik: “Charles tem empatia por todo mundo, porque ele pode ver as experiências dos outros; a memórias deles é a memória de Charles. Mas ele não estava procurando por Erik. Ele nem sabia que Erik existia, e de repente sentiu a presença de Erik e talvez nunca tenha se conectado com ninguém da mesma forma que se conectou com Erik, talvez pela natureza das coisas terríveis que aconteceram com ele”.
Sobre triângulos amorosos: “A relação que existe entre Charles e Moira é só entre os dois. Já há o triângulo entre eu, Erik e Mística. Não é bem um triângulo… Basicamente ela é a minha assistente neste filme, e obviamente nos outros filmes ela não é mais. Na verdade é divertido ver como essa relação desintegra e por que ela escolhe o outro lado”.
Na trama, o “Homem de Preto” (Oliver Platt) é o agente principal de uma divisão da CIA que investiga casos de paranormalidade, conhecida como a Divisão X. Quando Charles e Mística chegam ao Homem de Preto, o agente consegue colocar os mutantes dentro da burocracia da agência, para financiar as ações dos nascentes X-Men. McAvoy prossegue: “Tem uma cena em que os mutantes estão esbanjando seus poderes. Eles ficam bêbados, destroem o lugar e a CIA chega ‘pô, pelo amor de Deus, vocês são pagos pelo presidente dos EUA, temos trabalho a fazer’. Nunca gostei dessa cena, porque Charles e Erik não deveriam estar nela, é uma coisa dos mutantes mais jovens. No último minuto eles removeram nós dois, e eu agradeci, porque é uma coisa de adolescente mesmo”.

Fonte: Omelete

O filme chega aos cinema no dia 3 de junho.

Posted in cinema, news | Leave a comment

>Revelado o nome da continuação da Pixar

>

(Ana Paula Fanucchi)

Monstros S.A. 2 ganhou seu titulo oficial nesta semana: Monsters University. O titulo confirma os boatos de que a continuação seria um prelúdio do primeiro filme.

Obs: Como será que irão traduzir isso pro português?

Posted in cinema, news | Leave a comment

>Na onda ecológica.

>

James Cameron

(Ana Paula Fanucchi)

James Cameron abraço de vez a causa ecológica. Durante um fórum de sustentabilidade em Manaus, o diretor de Avatar declarou que pretende trazer todo o elenco para a floresta amazonica. Segundo Cameron a visita seria para os atores se inspirarem nas tribos indigenas do lugar: Avatar é um filme sobre uma floresta e seu povo indígena. Antes de começar a fazer os dois próximos filmes [da trilogia] eu quero trazer meus atores pra cá, pra que eu possa contar essa história melhor. Eles podem aprender sobre os nativos e sobre a vida de verdade na mata.”, declarou o diretor.

Avatar 2 tem lançamento previsto para dezembro de 2014 e Avatar 3 em dezembro de 2015.

Posted in cinema, news | Leave a comment