>"MORDE E ASSOPRA" – Walcyr, como ele é… e ainda melhor!

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O autor Walcyr Carrasco se superou
na estreia de Morde e Assopra

(Felipe Brandão)

Não tenho palavras para o início de Morde e Assopra. Sou fã confesso do autor Walcyr Carrasco (Chocolate com Pimenta, Caras e Bocas) e gostei de praticamente todos os seus enredos – mas o primeiro capítulo exibido ontem (segunda-feira, dia 21) superou todas as minhas expectativas. O que vi foi simplesmente uma das melhores estreias de minha trajetória como noveleiro: trama bem-armada, apresentação de personagens objetiva e ao mesmo tempo dinâmica, além de muita agilidade, emoção e humor, sem perder a acidez e as sacadas inteligentes que são a marca de Carrasco.
Dentre os momentos mais particulares, cabe destacar as cenas do grosseirão fazendeiro Ábner (Marcos Pasquim) defendendo suas terras; a espertalhona Virgínia (Bárbara Paz), uma vilã que promete dar o que falar; e o amor do cientista Ícaro (Mateus Solano) por sua falecida (será mesmo?) esposa Naomi (Flávia Alessandra), a ponto de buscar construir um robô com as mesmas características dela. Mesmo tendo sido enunciado tão brevemente, esse amor doce e melancólico já me comoveu, e tudo leva a crer que será um dos pontos fortes do novo folhetim das 7.
O elenco está à altura. Acostumado a interpretações medianas, Marcos Pasquim me surpreendeu com a afinação na pele de Ábner, sem forçar no sotaque caipira ou na “bronquice” do personagem. Mateus Solano, mesmo aparecendo em poucas cenas, também esbanjou carisma e naturalidade como o apaixonado Ícaro – o mesmo vale para a sempre ótima Adriana Esteves (Júlia). Destaque ainda para os desempenhos de Luís Melo (Oseias), Michel Bercovitch (John), André Bankoff (Tiago) e a menina Klara Castanho (Tonica).
Na contrapartida, senti que faltou algo em Bárbara Paz e Elisabeth Savalla; ambas são muito boas atrizes, mas parecem ter imprimido aos papeis atuais os mesmos tons de trabalhos anteriores. De todo modo, é apenas uma impressão inicial; ainda é cedo para julgar. Outra falta de Morde e Assopra, a meu ver, foi a curta participação de Vanessa Giácomo (Celeste), que só apareceu nas cenas finais do episódio. Além de participar do núcleo central, é a primeira vez que Vanessa se entrega ao desafio de ser a antagonista – uma das promessas da atração, a qual teremos de esperar o segundo capítulo para curtir.
Atrevo-me a dizer que o primeiro capítulo foi excelente; e, claro, pretendo seguir acompanhando Morde e Assopra. E vocês, nossos leitores, o que acharam da novela? Comentem abaixo.
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